quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Escoras


O demente pergunta e desconfia, o fingido hesita, estremece e acaba por mentir.
A fachada permanece por mais um pouco. As paredes por dentro já não possuem o papel de parede, mas têm os desenhos das veias da velhice e as manchas das lágrimas despejadas.
Está a ruir, pode arruinar, pode desfalecer e cair, desmoronando, demonstração da gravidade. Pode magoar ou matar, ferir, sangrar ou apenas fazer gritar, chorar.
Poderemos simplesmente restaurar e conversar, esquecer o fingir, o representar; poderemos tentar esquecer dogmas, mitos e lendas que nos fazem praticar o preconceito.  

Desenhado em papel, digitalizado, melhoramento do traço em Illustrator e colorização em Photoshop.

Joaquim Saavedra (Kinhe)